domingo, 10 de dezembro de 2006

Como queria estar me sentindo mal hoje (será que sou masoquista?), me sentindo para baixo. Assim eu faria alguma coisa para melhorar minha vida. Iria procurar amigos e encontrar motivos para viver. Mas me sinto neutro, sinto vontade de expulsar todo mundo. Sinto antipatia à sociedade; sinto-me aéreo, fora do mundo, fora de mim. Sinto que o que escrevo não é normal, não é certo, não é interessante. Penso que ninguém me quer, que querem me explorar; brigo comigo mesmo por pensar assim.

Meu melhor amigo está prestes a ir embora para longe e talvez não tenha mais tempo para conversar com ele. Não sinto vontade de sair de casa. A moto da família já não funciona tão bem e me fez torcer o tornozelo. Sinto-me mal por isso, porque não pude ir ajudar meu amigo no último programa de rádio que ele tanto ama, por não ter me encontrado com meus dois melhores amigos e assim fazer "a última reunião do trio" (como disse meu melhor amigo). Não sinto vontade de estar entre pessoas…

Acreditar em Deus? Alguém me prova que ele existe? Tantas vezes busquei conforto nessa crença… nunca funcionou! Se ele é um ser tão poderoso e bondoso por que não atende a todos, por que PERMITE que "seus filhos" façam coisas tão horríveis e agridam de forma sangrenta uns aos outros? Admira-me a maioria criticar a crença na existência de dinossauros (por exemplo) com tantas provas mais concretas do que a da existência do tal deus.

Mas pensar assim é ferir o sentimento alheio… enquanto isso ficar SÓ no pensamento está bem — ou escondido neste diário eletrônico tão pouco visitado. Mas eles não deviam ferir o meu sentimento… Como hoje chamaram "todos que não aceitam Jesus como rei" de má geração, por meio de indiretas, se firmaram como os únicos seres perfeitos da humanidade e que o resto não presta e merece a morte mais cruel (é isso que o ser tão bondoso e superior quer para os "seus filhos"?).

É por isso e por tantas outras que me pergunto constantemente se viver vale a pena… Mas jamais terei a coragem de acabar com esta vida, muita gente está no jogo.

3 comentários:

R. S. Diniz disse...

Oi. Escreves bem, tens estilo, mas confesso ter ficado meio intimidado com a instrospecção dos seus posts. Acho que não faço parte do publico alvo seleto... hehe



*Obrigado, fui eu mesmo quem escreveu o conto.

Carol disse...

Talvez esse negócio de "viver vale a pena?" seja por conta de vc não ter se achado em algo, não ser feliz (pelo menos não aparenta), ou não, seja só uma fase que todo mundo passa, um dia ruim, uma nuvem cinza no céu... A parte de "ngm me quer" eu acho que não é verdade, pelo menos não do jeito que vc quer que aconteça, sabe a frase da borboleta? "felicidade é igual a borboleta, qdo mais vc corre mais vc se afasta, qdo vc menos espera ela pousa em seu ombro..." pois é, eu não acredito mto nessas frases prontas e parece q tudo q li agora foi uma folha do meu diário há algum tempo, já pensei assim, igualzinho assim, e de vez qdo ainda penso... E ainda não achei consolação pra isso...
Fiquei preocupada com vc agora, mas fica bem viu? Em janeiro eu to por ai...

R. S. Diniz disse...

Aí, cara... o comentário que eu escrevi não era pra você, mas pra outro blog... o seu era esse:



Hum... Deus? É por isso que eu saí da Igreja. Como disse Clarice Linspector: "Deus me deu pouca fé."

Sentir-se neutro e perturbado, eu já senti muito isso. Mas agora eu to mais tranquilo. Quer saber se viver vale a pena?

Não, não vale. Mas é biológico. Você pode tá ferrado na vida, e muito revoltado, mas se as coisas ruins que te acontecem não te causarem um desequil[ibrio mental, você não vai se matar.

Somos escravos dos nossos próprios instintos. Vivemos porque nascemos pra viver. E se Deus criou o homem...

Então Deus é um tremendo filho da mãe.

Desculpa aí, bro... hehehe